Sofro
de não te ver,
de perder
os teus gestos
leves, lestos,
a tua fala
que o sorriso embala,
a tua alma
límpida, tão calma...
Sofro
de te perder,
durante dias que parecem meses,
durante meses que parecem anos...
Quem vem regar o meu jardim de enganos,
tratar das árvores de tenrinhos ramos?
Saúl Dias, in "Sangue (Inéditos)"
domingo, 24 de maio de 2009
sábado, 23 de maio de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
SÓ

A UM AUSENTE
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste
sábado, 16 de maio de 2009
PENSAMENTOS rsrsrs

Pensamento de uma vida (5**)
"Aquilo que você der a uma mulher, ela vai tornar maior.
Se você der o seu esperma, ela te dará um bebé.
Se você lhe der uma casa, ela vai dar-lhe um lar.
Se você lhe der compras de mercearia, ela vai dar-lhe uma refeição.
Se você lhe der um sorriso, ela vai dar-lhe o seu coração.
Ela multiplica e amplia o que lhe é dado.
Portanto, se você lhe der qualquer porcaria, esteja preparado para receber uma tonelada de merda. "
(Enviado por um amigO sábio, por mail)
Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas,
Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?
Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,
Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz: "Eu sou a Morte!
"Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"
Antero de Quental
sexta-feira, 15 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
AO MEU AZEVEDO

Ainda não tenho as lágrimas...que sei virão com a saudade;
Ainda não sinto a falta do ..."Teresinha...acorda..."
Mas hoje o meu telejone não tocou as habituais 4 ou 5 vezes a perguntar:
- Então...já almoças-te? o que comes-te?
- Ainda demoras muito?
- A joana sai a que horas da faculdade?
E eu já meia impaciente a dizer...Ó pai estou a trabalhar, não posso estar sempres a ser interrompida...
Este é o meu Azevedo, que me trata, como eu trato a minha filhota adolescente.
O meu Azevedo partiu hoje, no silêncio da noite e deixou-me sem o "meu colo".
Só hà um amor incondicional...O DE PAIS PARA FILHOS
Hoje fiquei sem o meu.....
Subscrever:
Mensagens (Atom)

