terça-feira, 31 de março de 2009

POESIA 2

SEI QUE ESTOU A REPETIR, MAS...

TAL COMO JÁ SABEM, CADA VEZ MAIS PREFIRO AS VOZES QUE ACOMPANHAM AS PALVRAS.

ESPERO QUE GOSTEM.

BOA NOITE!

RELAX


Algumas curiosidades do dia (para não pensar muito).... RELAX



1821 - É extinta a Inquisição em Portugal.
1889 - A Torre Eiffel é inaugurada em Paris pelo seu arquiteto, Gustave Eiffel.
1964 - O Golpe Militar de 1964, no Brasil, derruba o presidente João Goulart e dá lugar ao regime militar de Castelo Branco.



PELO FUTURO


Depois da última árvore sem frutos e do último rio envenenado, o homem perceberá que o dinheiro não se come.

(Autor desconhecido)

segunda-feira, 30 de março de 2009

SINTO VERGONHA DE MIM




A poesia de Rui Barbosa (poeta brasileiro), apresentada a seguir, poderia ter sido escrita hoje, sem mudar uma palavra.


SINTO VERGONHA DE MIM


Sinto vergonha de mim

por ter sido educador de parte deste povo,

por ter batalhado sempre pela justiça,

por compactuar com a honestidade,

por primar pela verdade

e por ver este povo já chamado varonil

enveredar pelo caminho da desonra.


Sinto vergonha de mim

por ter feito parte de uma era

que lutou pela democracia,

pela liberdade de ser

e ter que entregar aos meus filhos,

simples e abominavelmente,

a derrota das virtudes pelos vícios,

a ausência da sensatez

no julgamento da verdade,

a negligência com a família,

célula-Mater da sociedade,

a demasiada preocupação

com o 'eu' feliz a qualquer custo,

buscando a tal ‘felicidade’

em caminhos eivados de desrespeito

para com o seu próximo.


Tenho vergonha de mim

pela passividade em ouvir,

sem despejar meu verbo,

a tantas desculpas ditadas

pelo orgulho e vaidade,

a tanta falta de humildade

para reconhecer um erro cometido,

a tantos 'floreios' para justificar

actos criminosos,

a tanta relutância

em esquecer a antiga posição

de sempre 'contestar',

voltar atráse

mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim

pois faço parte de um povo que não reconheço,

enveredando por caminhos

que não quero percorrer...


Tenho vergonha da minha impotência,

da minha falta de garra,

das minhas desilusões

e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir

pois amo este meu chão,

vibro ao ouvir o meu Hino


e jamais usei a minha Bandeira

para enxugar o meu suor

ou enrolar o meu corpo

na pecaminosa manifestação de nacionalidade.


Ao lado da vergonha de mim,

tenho tanta pena de ti,

povo deste mundo!

'De tanto ver triunfar as nulidades,

de tanto ver prosperar a desonra,

de tanto ver crescer a injustiça,

de tanto ver agigantarem-se os poderes

nas mãos dos maus,

o homem chega a desanimar da virtude,

A rir-se da honra,

a ter vergonha de ser honesto'.


Rui Barbosa
(poema e ilustração recebido por email...)

domingo, 29 de março de 2009

PATXI ANDION - Sempre

Um grande som, com palavras e imagens para refletir.

Boa noite! e Boa Semana

PRIMAVERA





Já sei que estou um pouco atrasada!

A primavera já chegou há alguns dias, mas eu com os equinócios e os solstícios nunca me dei muito bem.

O importante é a forma como cada um de nós enfrenta mais uma estação do ano.

Com o sentimento de "VIVER" ou com a "garra" de "RENASCER"?

Não esquecer que é na primavera que a natureza se renova.

Força para os tempos quentes que se aproximam.



T.A.

sábado, 28 de março de 2009

SONS

OK! Tá bem!

Pode não ser do agrado de todos, mas adoro este tipo de música.

E como estou numa fase ligeiramente egoista, vou satisfazer o meu gosto.

Para V. Exªs. (com "mau gosto") deixo a animação que é doce, colorida e divertida.

Bfs

T.A

POESIA



Cântico Negro


"Vem por aqui" --- dizem-me alguns com olhos doces,

Estendendo-me os braços, e seguros

De que seria bom se eu os ouvisse

Quando me dizem: "vem por aqui"!

Eu olho-os com olhos lassos,

(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)

E cruzo os braços,

E nunca vou por ali...



A minha glória é esta:

Criar desumanidade!

Não acompanhar ninguém.---

Que eu vivo com o mesmo sem-vontade

Com que rasguei o ventre a minha mãe.



Não, não vou por aí! Só vou por onde

Me levam meus próprios passos...



Se ao que busco saber nenhum de vós responde,

Por que me repetis: "vem por aqui"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,

Redemoinhar aos ventos,

Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,

A ir por aí...



Se vim ao mundo, foi

Só para desflorar florestas virgens,

E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!

O mais que faço não vale nada.



Como, pois, sereis vós

Que me dareis machados, ferramentas, e coragem

Para eu derrubar os meus obstáculos?...

Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,

E vós amais o que é fácil!

Eu amo o Longe e a Miragem,

Amo os abismos, as torrentes, os desertos...



Ide! tendes estradas,Tendes jardins, tendes canteiros,

Tendes pátrias, tendes tectos,

E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.

Eu tenho a minha Loucura!



Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,

E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...



Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.

Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;

Mas eu, que nunca principio nem acabo,

Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.



Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!

Ninguém me peça definições!

Ninguém me diga: "vem por aqui"!

A minha vida é um vendaval que se soltou.

É uma onda que se alevantou.

É um átomo a mais que se animou...

Não sei por onde vou,

Não sei para onde vou,---

Sei que não vou por aí.



José Régio

sexta-feira, 27 de março de 2009

AMIZADE

A minha grande amiga é:


- Morena, eu para o aloirado;
- Baixa, eu um pouco mais alta;
- Mais do tipo "mente sã em corpo são", enquanto eu me delicio com a cozinha tradicional portuguesa e o meu desporto favorito é “mapling”;
-As ideias politicas delas são bastante mais à esquerda, e colidem com a minha costela conservadora de transmontana;
-Tem uma visão meia idealista da vida e do ser humano, enquanto eu resumo tudo a zeros e uns;

-Um pouco exotérica, mexendo com o meu racionalismo.

Mas, apesar de quase todos os dias, enquanto viajo pela IC19, termos a nossa discussão matinal, não saberia viver sem a diferença, o apoio e a amizade da minha "mana".

A esta "mana" acrescento um sem número de amigos, amigas e mesmo companheiro, que de tão diversos me completam.

Obrigado por serem diferentes. É pelas vossas diferenças que aprendo e cresço como pessoa.

quinta-feira, 26 de março de 2009

EXTRAVAGÂNCIAS






Que a extravagância não seja nada de prático é o que se acredita e se divulga. Mas, na verdade, trata-se duma virtude pela qual o homem prático, o autêntico, dará todo o sangue das suas veias

Autor: Bessa-Luís , Agustina








E ACRESCENTAREI...
MESMO QUE O EXAGERO DE ALGUMAS "NOITADAS", NOS CANSE E NOS PAREÇAM FUTEIS... ALIVIAM-NOS O CORAÇÃO.